Qual o impacto da mudança climática na saúde do brasileiro? – René Mendes

Qual o impacto da mudança climática na saúde do brasileiro?

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A Organização Mundial de Saúde (OMS), em parceria com o Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), o Ministério da Saúde do Brasil e várias outras instituições, o perfil climático e de saúde do país, que apresenta evidências na correlação entre esses dois temas e as oportunidades que o Brasil poderia aproveitar para melhorar a saúde enquanto reduz as emissões de gases de efeito estufa.

A OMS recomenda que o país amplie atividades para aumentar a resiliência climática da infraestrutura de saúde e desenvolva estratégia nacional para mitigação das mudanças climática, considerando suas implicações para a saúde. No Brasil, 5% das 336 mil mortes por doença isquêmica do coração, acidente vascular cerebral, câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica e baixas infecções respiratórias agudas são atribuíveis à poluição do ar doméstico.

Esses riscos poderiam ser evitados pelo uso de combustíveis mais limpos e tecnologias mais eficazes para cozinhar, aquecer e iluminar, o que também reduz as contribuições para as mudanças climáticas. Outros benefícios seriam a redução de custos para os sistemas de saúde e a melhoria da produtividade econômica com uma força de trabalho mais saudável e produtiva.

Ainda segundo o Perfil de País Climático e de Saúde 2015 da OMS, se consideráveis medidas protetoras não forem tomadas, inundações causadas pelo aumento do nível do mar poderão afetar mais de 618 mil brasileiros todos os anos durante o período de 2070 a 2100. Estima-se que mortes associadas ao aumento da temperatura em idosos (acima de 65 anos) crescerão para quase 72 mortes por 100 mil habitantes em 2080, comparado com 1 por 100 mil ao ano, de 1961 a 1990.

Acesse o documento no site da OMS, em inglês, clicando aqui

Foto: Divulgação/OMS

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