Arquivos Arte do Trabalho – Página 3 de 4 – René Mendes

Arte do Trabalho

  • 23 de julho de 2016

    Cio da Terra – Chico Buarque e Milton Nascimento

    Debulhar o trigo
    Recolher cada bago do trigo
    Forjar no trigo o milagre do pão
    E se fartar de pão

  • 16 de julho de 2016

    O Poeta – Domingos Carvalho da Silva

    Este grave ofício de poeta
    que exerço enquanto o tempo vai
    dando mais terra à minha sombra,
    não o aprendi com meu pai.

  • 11 de julho de 2016

    Da Profissão do Poeta – Geir Campos

    Da identificação profissional
    Operário do canto, me apresento
    sem marca ou cicatriz, limpas as mãos,
    minha alma limpa, a face descoberta,
    aberto o peito, e — expresso documento —
    a palavra conforme o pensamento.

  • 9 de julho de 2016

    Numa Forja – Augusto dos Anjos

    De inexplicáveis ânsias prisioneiro
    Hoje entrei numa forja, ao meio-dia.
    Trinta e seis graus à sombra. O éter possuía
    térmica violência de um braseiro.

  • 2 de julho de 2016

    Um Homem Também Chora (Guerreiro Menino) – Gonzaguinha

    Guerreiros são pessoas
    Tão fortes, tão frágeis
    Guerreiros são meninos
    No fundo do peito
    Precisam de um descanso

  • 25 de junho de 2016

    Oração pelos Bombeiros – Gióia Júnior

    Foi o bombeiro sim e não a água
    que água sozinha não apaga fogo,
    precisa bombeiro com mangueiras,
    carros-pipas, escadas ‘magirus’,
    capacete, machadinha e coragem

  • 18 de junho de 2016

    O Sermão da Planície – Geir Campos

    Alô alô trabalhadores na indústria do açúcar:
    a crise está de amargar.
    Alô alô trabalhadores na indústria do sal:
    que vida insossa, a nossa!

  • 11 de junho de 2016

    Conselho de Amigo – Olegário Mariano

    Cigarra! Levo a ouvir-te o dia inteiro,
    Gosto da tua frívola cantiga,
    Mas vou dar-te um conselho, rapariga:
    Trata de abastecer o teu celeiro.

  • 4 de junho de 2016

    Da Profissão do Poeta – Geir Campos

    Da identificação profissional
    Operário do canto, me apresento
    sem marca ou cicatriz, limpas as mãos,
    minha alma limpa, a face descoberta,
    aberto o peito, e — expresso documento —
    a palavra conforme o pensamento.

  • 28 de maio de 2016

    Os Varredores – Guilherme de Almeida

    Os varredores, mudos de assombro,
    sacola ao lado, vassoura ao ombro,
    passam nas noites enfeitiçadas.